7Q5
e a
Historicidade
dos
Evangelhos


por Celso Vicente Mitchell



1. Por quê uma discussão acerca da Historicidade dos Evangelhos?

Hoje em dia existem várias escolas que defendem posições diversas a respeito da historicidade dos Evangelhos. Contudo, devido às recentes(?) descobertas no campo da papirologia, pouco a pouco está se firmando a posição que afirma serem os Evangelhos relatos históricos. Quais as implicações disto?

No campo da Cristologia, podemos dizer que o debate entre o Jesus Histórico e o Cristo da Fé está ganhando novo embasamento. Sendo realçado o Jesus Histórico, o Cristo da Fé ganha mais força, pois a fé fica alicerçada em bases históricas e não lendárias, como propunham alguns.

Outra implicação está no ramo da Escatologia, bem como ainda no da Cristologia: se temos que os relatos evangélicos tem uma forte base histórica, temos que a Ressurreição de Cristo é fato histórico, em todos os sentidos que este termo carrega e com todas as consequências que ele possa trazer para a fé e para a esperança futura em nossa ressurreição.

Muitos alegam que os Evangelhos possuem relatos com indicações diferentes em passagens que deveriam ser semelhantes se fossem históricos. Ora, se confrontarmos dois livros de História do Brasil de nossos dias, de autores diferentes, observaremos flagrantes diferenças. Qual o que está de acordo com os fatos históricos? Para tomarmos como exemplo o descobrimento do Brasil, a maioria dos livros de História utilizados em nossas escolas apresentam Pedro Álvares Cabral como o descobridor do Brasil, mas no entanto sabemos que na verdade a Ordem de Cristo, em Portugal, já na época anterior ao Tratado de Tordesilhas, tinha informações precisas sobre o nosso território, pois já tinham estado aqui antes! Então, na verdade o descobridor não foi Cabral, como afirmam os ditos livros de História.

Os relatos de Cristo Ressuscitado nos Evangelhos ainda são corroborados pelo historiador judeu Flávio Josefo, contemporâneo dos Apóstolos. E não me digam que esta passagem de Flávio Josefo é inserção posterior dos cristãos, pois ela está presente nos quatro textos mais antigos de Josefo em Antiguidades Judaicas, escritos em quatro línguas diferentes, a saber: grego, latim, árabe e siríaco.

Estes são somente alguns temas que despertam o debate de hoje em dia a respeito da Historicidade dos Evangelhos.


2. Descoberta das grutas de Qumrân

Em 1947, dois beduínos (pastores de cabras) descobriram por acaso a primeira gruta de Qumrân, no deserto localizado a beira do Mar Morto. Foram encontrados fragmentos e rolos escritos em hebraico. No início pouco valor foi dado, mas logo se percebeu a grandiosidade desta descoberta. A partir de então, outras grutas foram sendo encontradas, contendo muito material em grande parte identificado como sendo do Antigo Testamento. Outros documentos também faziam parte das descobertas, como a Regra da Comunidade que ali viveu.






Vista parcial das grutas de Qumrân >
















3. A gruta 7

Em 1955 foi descoberta uma gruta com características especiais: a gruta 7. Todas as grutas até então encontradas continham material escrito em hebraico ou aramaico. Mas a gruta 7 continha fragmentos e jarros com escrita em grego.



<- Cavernas 7 e 8



No momento dessa descoberta não se percebeu o seu valor. O Dr. C.H.Roberts datou alguns fragmentos como sendo muito antigos: o fragmento 7Q5 seria do ano 50 d.C.. Os conteúdos, porém, destes fragmentos em grego não foram, neste momento, identificados.





4. Identificação do fragmento 7Q5



<- Fragmento 7Q5 do Evangelho de Marcos





Em 1972 o papirólogo e paleógrafo jesuíta Pe. José O'Callaghan trabalhando com o fragmento 7Q5 fez a identificação visual do mesmo com uma passagem do Evangelho de Marcos, Mc 6,52-53. Entrou em contato com o Pe.Ignace de la Potterie, que o aconselhou a fazer os testes no computador, para que não houvessem dúvidas quanto à identificação. Foi então usado o sofisticado programa Ibycus, que fazia pesquisas em toda a literatura greco-romana até então conhecida e em todos os outros textos da antiguidade. A única identificação que o programa acusava era a mesma passagem do Evangelho de Marcos apontada por O'Callaghan. Não havia dúvida quanto a identificação: ela estava correta!




5. A controvérsia a respeito do 7Q5

Mesmo assim muitos da comunidade internacional de teologia se levantaram contra a identificação de O'Callaghan. Estavam acostumados com as teorias de Bultmann que dizia que muito pouco se podia saber historicamente a respeito do conteúdo dos Evangelhos. A Escola das Formas de Bultmann e os teólogos liberais datavam os Evangelhos muito tardiamente, dizendo que eles foram escritos pelas comunidades posteriores aos apóstolos e não pelos próprios evangelistas. Para Bultmann, tudo o que não pudesse ser comprovado historicamente, era enquadrado na categoria dos mitos, daí o seu trabalho de demitificação dos Evangelhos. Para aqueles que queriam seguir o Cristianismo só restava a fé, e a fé sem constatação histórica. Mas a fé pressupõe uma base racional. Fé e razão não são dois pólos contrários que se degladeiam, mas a razão concorre para a solidificação da fé. Somente uma fé ingênua se implanta em bases não históricas. A Escola das Formas foi em parte aceita (com o seu método histórico-crítico) pela Igreja Católica com a Encíclica "Divino afflante spiritu", de Pio XII, de 30 de setembro de 1943, quando ainda não havia sido descoberto nem identificado o fragmento 7Q5. Hoje, porém, a Escola das Formas é vista com sérias reservas.


6. Os fragmentos de Mateus do Magdalen

Em 1994, o papirólogo alemão Carsten Peter Thiede revendo fragmentos antigos do Novo Testamento, deparou-se com os do Evangelho de São Mateus guardados no Magdalen College, em Oxford, na Inglaterra. São três fragmentos do capítulo 26 de S. Mateus, escritos na frente e no verso. Observando-os melhor, constatou que eles possuíam uma escrita que não era de uma data tardia (início do segundo século, como se presumia anteriormente) mas deveriam ter sido escritos no máximo pelo ano 50 d.C.. Isto era extraordinário! Estes fragmentos pertenciam a uma cópia do Evangelho de Mateus, o que significa que o original era ainda anterior a esta data.



Frente e verso dos fragmentos do Magdalen College, do Evangelho de Mateus


7. O nascimento dos Evangelhos sinóticos

Durante a década de 70 e parte da de 80, até a sua morte em 1986, o Pe. Jean Carmignac dedicou-se ao estudo da origem dos Evangelhos sinóticos. Trabalhando com as descobertas de Qumrân e sendo o principal autor de artigos na Revue de Qumran por um longo período, ele se aprofundou nos estudos de tradução dos Evangelhos para o hebraico. Descobriu então na tradução, versos e rimas que não aparecem nos textos gregos. Isto acontecia aos milhares. Os indícios de que os Evangelhos de Marcos e de Mateus foram escritos originalmente em hebraico estavam se confirmando. Antes de morrer, ele estava preparando grossos volumes técnicos para os especialistas da área, com farta documentação que comprovava a sua tese. Além disso, verificou que o Evangelho de Marcos teria sido escrito originalmente por Pedro em hebraico, e Marcos teria sido o seu tradutor para o grego.


8. Historicidade dos Evangelhos

<- Evangelista São Marcos. Mestre Portillo (séc. XVI). Pintura a óleo conservada no Museo Diocesano y Catedralicio de Valladolid (Espanha).


O primeiro Evangelho a ser escrito teria sido o de Marcos, por volta do ano 42 d.C., quando ainda estavam vivas as testemunhas oculares dos eventos ali narrados. Logo em seguida, e antes do ano 50, foi escrito o Evangelho de Mateus, com um texto um pouco mais longo que o de Marcos. Pelo ano 62 d.C., o mais tardar, Lucas escreve a sua díade: o Evangelho e os Atos dos Apóstolos, talvez em defesa de Paulo que estava preso em Roma. Alguns acreditam que antes mesmo dos anos 70, João teria escrito o seu Evangelho, que contém uma elaboração teológica muito maior que os outros. A questão central está em que com estas recentes descobertas, podemos com muita segurança, ao menos para os sinóticos, colocar a data de composição dos Evangelhos para bem antes do ano 70, quando ainda estavam vivas as testemunhas oculares dos eventos dos quais Jesus Cristo participou. Muitos da Escola das Formas achavam que a descrição da destruição de Jerusalém, predita por Jesus no Evangelho de Mateus, fora ali colocada porque a comunidade que teria escrito o Evangelho também haveria presenciado a destruição, e não porque Jesus tivesse a capacidade de prever tal acontecimento. Ora, isto se devia a uma deturpação a quanto ao que é histórico no Evangelho. Hoje em dia esta hipótese não se sustenta mais: Jesus tinha, sim, a capacidade de prever o que aconteceria no futuro, e a queda de Jerusalém foi prevista por Ele e documentada no Evangelho de Mateus, antes que o fato acontecesse.


9. Evidência interna no Evangelho de Lucas

Lucas, que escreveu o seu Evangelho a partir de Paulo, e que foi, dos três sinóticos, o mais tardio, como vimos anteriormente, tem em seu Prólogo o seguinte texto (Lc 1,1-4):

1 Visto que muitos já tentaram compor uma narração dos fatos que se cumpriram entre nós -
2 conforme no-los transmitiram os que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da Palavra -
3 a mim também pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever-te de modo ordenado, ilustre Teófilo,
4 para que verifiques a solidez dos ensinamentos que recebeste.
Ora, Lucas afirma não ser o primeiro a escrever um Evangelho e diz que se baseou nos fatos narrados pelas testemunhas oculares dos acontecimentos ocorridos com, e que envolveram, Jesus Cristo, tendo providenciado uma "acurada investigação de tudo desde o princípio".

Este é um relato que evidencia a autenticidade e a historicidade do Evangelho de Lucas.




10. Conclusões do Pe. Carmignac

Na conclusão de seu livro "LA NAISSANCE DES ÉVANGILES SYNOPTIQUES" (Troisième édition avec réponse aux critiques, François-Xavier de Guibert, Paris, 1995, pp. 95-96), o Pe. Jean Carmignac faz a seguinte apresentação de resultados de vinte anos de pesquisas sobre a formação dos Evangelhos Sinóticos:

"1) É certo que Marcos, Mateus e os documentos utilizados por Lucas foram redigidos numa língua semítica.

2) É provável que esta língua semítica seja o hebraico de preferência que o aramaico.

3) É assaz provável que nosso segundo Evangelho tenha sido composto em língua semítica pelo apóstolo S. Pedro.

4) É possível que o apóstolo S. Mateus ajudou a redigir a Coleção dos Discursos ou que ele ajudou a redigir a Fonte Comum utilizada no nosso primeiro e no nosso terceiro Evangelho.

5) Mesmo que alguém conteste as indicações da segunda epístola aos Coríntios, não é verossímil colocar a redação de Lucas em grego mais tarde que os anos 58-60, não é verossímil colocar a redação definitiva em língua semítica de nosso primeiro Evangelho muito mais tarde que Lucas, não é verossímil colocar a redação em língua semítica de nosso segundo Evangelho muito mais tarde que os meados do ano 50.

6) Se alguém levar em conta as indicações da segunda epístola aos Coríntios, não é verossímil colocar a redação de Lucas em grego mais tarde que os anos 50-53, não é verossímil colocar a redação definitiva em língua semítica de nosso primeiro Evangelho muito mais tarde que Lucas, não é verossímil colocar a redação em língua semítica de nosso segundo Evangelho muito mais tarde que os meados dos anos 42-45.

7) É provável que o Evangelho semítico de Pedro tenha sido traduzido em grego, talvez com algumas adaptações, por Marcos, em Roma, o mais tardar pelo ano 63; este é o nosso segundo Evangelho, o qual tem guardado o nome de seu tradutor, em lugar daquele de seu autor.

8) É verossímil que o tradutor grego de Mateus tenha utilizado o texto de Lucas.

Tal será, eu espero, a base da exegese dos Evangelhos Sinóticos pelo ano 2000."

11. O Testemunho de Pápias

No início das primeiras comunidades cristãs surgiram os escritos dos Padres Apostólicos, assim chamados por sua proximidade histórica com os Apóstolos. Dentre eles destaca-se Pápias, que viveu, aproximadamente, entre os anos 70 a 140 d.C.. Segundo os testemunhos que se têm, era bispo de Hierápolis, na Frígia, atual Pambukcallesi turca. É importante o seu testemunho relativo às origens dos Evangelhos Sinóticos. Este é o relato de Pápias a respeito de Marcos (Eusébio de Cesaréia, HE, III, 39, 15):

"O presbítero dizia também o seguinte: Marcos, que foi o intérprete de Pedro, escreveu fielmente, embora desordenadamente, tudo o que recordava sobre as palavras e as ações do Senhor. De fato, ele não tinha ouvido o Senhor, nem o havia seguido. Mais tarde, como já disse, ele seguiu a Pedro, que lhe dava instruções conforme as necessidades, mas não como quem compõe um relato ordenado das sentenças do Senhor. Assim, Marcos em nada errou, escrevendo algumas daquelas coisas da forma como as recordava. Com efeito, sua preocupação era uma só: não omitir nada do que tinha ouvido, nem falsificar nada do que transmitia."

Sobre Mateus, Pápias diz o seguinte (Eusébio de Cesaréia, HE, III, 39, 16):

"Mateus reuniu ordenadamente, em língua hebraica, as sentenças (de Jesus), e cada um as interpretava conforme a sua capacidade."

Assim, o testemunho de Pápias só confirma os estudos e descobertas mais recentes apresentados acima.

[OBS: Muitos contestam os escritos de Pápias (apoiando-se em Eusébio de Cesaréia), porque ele sustentava a esperança no Milenarismo, ou seja, a segunda vinda iminente de Cristo que iria fundar um Reino de mil anos. Ora, sabemos que o Milenarismo não é aceito pela Igreja, mas na época das primeiras comunidades cristãs ele era muito difundido e esperava-se a vinda iminente de Cristo, tanto que Paulo escreve aos Tessalonicenses em 2Ts 3,10-12 alertando para que eles não parassem de trabalhar por conta desta esperança. Assim, não é porque Pápias chegou a sustentar o Milenarismo que os seus outros escritos perdem o valor. O testemunho de Pápias em relação às origens dos Evangelhos, é VÁLIDO e deve ser tomado como mais uma prova histórica a respeito deste tema.]


12. O que diz o Concílio Ecumênico Vaticano II?

Cabe mencionar aqui a posição do Concílio Ecumênico Vaticano II nesta questão. A Constituição Dogmática Dei Verbum, sobre "A Revelação Divina", assim dispõe no número 19:

[Índole Histórica dos Evangelhos]

19. A Santa Mãe Igreja com firmeza e máxima constância sustentou e sustenta que os quatro mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até o dia em que foi elevado (cf. At 1,1-2). Os Apóstolos, após a ascensão do Senhor, transmitiram aos ouvintes aquilo que Ele dissera e fizera, com aquela mais plena compreensão de que gozavam, instruídos que foram pelos gloriosos acontecimentos de Cristo e esclarecidos pela luz do Espírito da verdade. Os autores sagrados escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo certas coisas das muitas transmitidas ou oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as com vistas à situação das igrejas, conservando enfim a forma de proclamação, sempre de maneira a referir-nos a respeito de Jesus com verdade e sinceridade. Pois os escreveram, seja com fundamento na própria memória e recordações seja baseados no testemunho daqueles "que desde o começo foram testemunhas oculares e ministros da palavra": com a intenção de que conheçamos "a verdade" daquelas palavras com que fomos instruídos (cf. Lc 1,2-4).

[OBS: Os grifos são nossos.]


13. Links para outros Sites

Abaixo estão disponíveis links para você navegar em algumas das muitas páginas da web sobre os temas em questão. Infelizmente não encontramos quase nada em português. Abaixo do título da página, colocamos uma breve descrição do seu conteúdo. [OBS: Esta seção foi atualizada em 01/JANEIRO/2007.]

Papirologia e Datas dos Escritos do Novo Testamento
Excelente artigo do professor jesuíta Pe. Paul-André Hébert, S.J., dedicado à redatação dos escritos do Novo Testamento, confirmando os estudos de J. A. T. Robinson. Não deixe de visitar a página "Ensaio sobre a Data da Assunção de Maria ao Céu". Imperdível!

The dates of the Gospels
Excelente artigo de George H. Duggan. Imperdível!

Jean Carmignac and The Synoptic Problem
Excelente artigo de Doug Ward que resume o livro "La Naissance des Évangiles Synoptiques" de Jean Carmignac.

1000_livres_religieux_gratuits_telechargeables_sur_JesusMarie.com
Neste site você poderá baixar todo o livro "La Naissance des Évangiles Synoptiques", de Jean Carmignac, em formato PDF, GRATUITAMENTE!!! Não deixe de ler este livro no original francês!!! Imperdível!

Who Wrote The Four Canonical Gospels? - The Earliest Christian Traditions
Jared L. Olar coleta as tradições dos Padres da Igreja (Papias, Irineu e Eusébio) e do Cânon Muratoriano a respeito dos quatro Evangelhos.

Contemporary Catholic Biblical Scholarship: Certitudes or Hipotheses?
Outro excelente artigo, este de Michael J. Wrenn. Porém no sexto parágrafo há um pequeno engano na última frase, ao qual o leitor deve estar atento: onde se lê "The Gospel of MATTHEW was written, therefore, before 70 A.D." leia-se "The Gospel of JOHN was written, therefore, before 70 A.D.".

New Book Claims Four Gospels Written Before Fall Of Jerusalem
Paul Likoudis comenta o livro de Carsten Peter Thiede e Matthew D'Ancona: "Testemunha Ocular de Jesus".

Were any of the Gospels written in Aramaic, since Christ and the Apostles spoke that language? Was Hebrew only spoken by the priests in the Temple? Did Pilate use an interpreter when he spoke to Christ?
A resposta a esta pergunta é apresentada nesta página da NewAdvent. Outras perguntas com respostas podem ser encontradas clicando aqui.

Which Language Did Jesus Speak - Aramaic or Hebrew?
Nesta página Brian Knowles apresenta os estudos de Lindsey e Safrai a respeito da origem hebraica dos textos dos Evangelhos, o que confirma as pesquisas do Pe. Jean Carmignac. Embora não concordemos com todos os pontos aqui apresentados, este é um artigo muito esclarecedor sobre o assunto, mostrando o ativo interesse pela pesquisa quanto ao tema da origem dos Evangelhos.

Un papiro revolucionario: 7Q5
Aqui encontramos uma entrevista feita ao Pe. José O'Callaghan, S.J. por Germán Mckenzie González. É bastante extensa e contém vários aspectos da discussão atual em torno do 7Q5 e da Historicidade dos Evangelhos.

El debate sobre los papiros neotestamentarios de Qumrán: 7Q5 y 7Q4
Neste artigo Jesús Peláez, da Universidad de Córdoba, procura estudar a viabilidade da tese defendida pelo Pe. O'Callaghan, expondo e comentando as reações surgidas a favor ou contra a mesma nos últimos anos.

La Identificación del 7Q5
Esta página contém um histórico sobre a identificação do fragmento 7Q5 feita por O'Callaghan, tendo ao final uma relação de algumas das mais frequentes objeções feitas a esta identificação, com suas respectivas respostas.

Carmignac, Mejor Profeta que Grelot
Aqui você encontra o debate acirrado entre as posições opostas de Carmignac e Grelot.

Les Evangiles écrits peu après la mort du Christ
Contém extratos de uma entrevista dada por Carsten Peter Thiede.

New Dates for Old Gospels
Discute o 7Q5 e os estudos de Carsten Peter Thiede sobre o Papiro de Jesus.

Especial/Thiede
Breve artigo sobre os trabalhos de Thiede.

The curious habit of 'modern' theology to be consistently 50 years out of date
Esta página contém um interessante artigo de Ted e Virginia Byfield onde eles dão um parecer sobre o porque do atraso na divulgação destas novas descobertas, o que implica consequentemente num atraso na teologia atualmente ensinada.

The Bible's Manuscript Evidence
Contém uma descrição dos mais antigos manuscritos bíblicos do Novo Testamento, incluindo o 7Q5 e os fragmentos do Magdalen.

The Autenticity of the Documents
Versa sobre a autenticidade dos manuscritos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.

The Gospel According to Mark
É um bem detalhado artigo sobre o Evangelho de Marcos. Faz referência a várias fontes nos temas tratados. Entra na questão da ligação de Pedro com Marcos, debate a questão da datação do fragmento 7Q5, faz referência ao Evangelho Secreto de Marcos, etc.

Fact and Meaning Are Inseparable In Christianity
Discute o debate que se acirra sobre os fragmentos 7Q, concluindo que fato e significado são inseparáveis no Cristianismo.

The Text of the New Testament
É uma adaptação de Consider Christianity: "Evidence for the Bible", por Elgin L. Hushbeck, Jr. Discute o 7Q5.

Pedras na Cabeça e Pedras no Coração
Finalmente um artigo em português, de Wagner Luiz Zucchi. Ele começa o artigo falando da descoberta de um meteorito que se conjectura teria procedido de Marte. Mas lá pelas tantas ele entra no tema do 7Q5, dando sua opinião bem atual sobre o assunto.

Escola Superior de Guerra, Missionária
Outro artigo em português. Após aparecer a página intitulada "Cardápio", deve ser selecionado o Apêndice B - 7Q5. Virá então um arquivo .rtf que pode ser visto pelo Word ou .zip, que contém explicações detalhadas sobre a identificação ao nível papirológico de 7Q5 com o Evangelho de Marcos.

Qué es el Meeting de Rímini
Site sobre a Mostra de Rímini, exposição onde foram exibidos ao público diversos fragmentos de Qumrân, entre eles o 7Q5.

Bibliografia sobre 7Q5 e Historicidade dos Evangelhos
Contém uma extensa bibliografia sobre os temas 7Q5 e Historicidade dos Evangelhos, para aprofundamento dos interessados.



OBS: Existe um documentário do Discovery Channel, já disponível em DVD, com o título "TESTEMUNHA OCULAR DE JESUS" (Eyewitness to Jesus), baseado no livro de mesmo nome (Editora Imago), de Carsten Peter Thiede e Matthew D'Ancona, apresentando as DESCOBERTAS MAIS RECENTES DE MANUSCRITOS SOBRE A ORIGEM DOS EVANGELHOS. Muito do que apresentamos neste site está exposto neste excelente documentário.






Data da última atualização deste site: 08/01/2009.


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